Estou meio preocupado comigo mesmo. Não me detenho a uma forma de egocentrismo... mas acho que tenho me preocupado demais pelo que está fora da minha vida.
Por que eu tenho que me preocupar por alguém que não faz mais parte da minha vida?
Isso atormenta, justamente pelo próprio contexto estar um tanto quanto frouxo...
O que será isso? Será uma vontade de expandir? Um desejo inconsciente de ser onipresente?
Ou talvez receio de receber energias negativas, um mau agouro por não ter uma relação harmoniosa com alguém...
Não sei porque, nem o que é, mas sei que enxe o saco, dá uma sensação estranha na barriga, o trapézio se contrai, e sinto como se os neurônios estivessem em uma trincheira, uns contra os outros! Por que esse desejo?
Daí caímos no desejo profetizado por Siddharta Gautama, iluminado oriental.
A erva daninha da humanidade é o desejo. Desejo do bem-estar, desejo da luxúria, desejo da fama, desejo de comer.
Daí não se pode confundir com SONHO. Sonhos são saciáveis, desejos não. Desejo sempre sofre mitose. Sonho não.
Eu tento encarar esse desejo, mesmo. Sei que quando os desejos são mantidos sob rédeas curtas, tudo fica bem...
Acho que preciso voltar o centro pra dentro de mim. Concentrar, atentar pra dentro, sempre dentro...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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- A excentricidade cósmica do alasão humanóide, que ostenta galopes indetermináveis planeta adentro e afora.