terça-feira, 15 de maio de 2012
sábado, 22 de maio de 2010
O problema é que.
Enquanto meu coração quer que eu vá à janela, minha mente quase que me ordena a não olhar pra ela mais.
Com a luz do meu quarto apagada, vejo a luz do seu acesa. Partículas da minha alma vão ficando fraquinhas, fraquinhas...
A luz que vem do seu corpo, mesmo que a um quilômetro de distância abalam o meu abstrato de forma concreta. Tudum zambumba clack clack clack. Reforços, reforços. Glóbulos brancos, todos a caminho do coração. Liquidificador verde cintilante, irradie, irradie. Irradie não. Quem já tem próprio socorro não tem o socorro dos outros. Mas é isso mesmo? Talvez. Não sei. Se admito ou não.
Meu rosto repeita o meu espírito. E essa tensão animalesca que me mastiga, não sei se é o sentido da vida ou da morte. Mas me cerca. Uma vala estreita mas que alcança os confins do planeta.
Banho. Tiro minha roupa. Que se vá esse envoltório cinza. Com dor mas vá. Eu acho.
Água morna. Sou covarde. Digo que quero que leve essa energia que está comigo, mas quero sentir a energia do calor da água.Litros caem da lata de ferro sobre meus olhos, e o fecham. Água, substância inorgânica, sem cheiro, sem gosto e com sabor, desce sem piedade pelo seio da minha face.
Ao mesmo tempo que penso em bater em retirada disso aqui, ensabôo bem minha saboneteira pra deixar aquele cheirinho que você gosta.
Talvez seja melhor tirar esse resto de barba porque você não gosta.
Talvez eu faça bem em tirar esse sorriso dos olhos porque você gosta.
Sou uma contradição. Visto roupa de calor no frio.
Me debruço à janela, e as luzes dos nossos quartos estão acesas, quando eu queria mesmo era que a luz dos dois estivessem apagadas.
O ponteiro do relógio que não tem ponteiro vai pouco a pouco tirando o calor da minha mão.
Eu já sei de tudo, mas não quero saber.
Egocentrismo? Talvez questão de sobrevivência.
O problema é que eu penso demais em você. Enquanto eu deveria meditar, meus neurônios bebem um whisky com uma dose alta de paixão.
E um a um vai se desligando, deixando de se comunicar com os outros, e assim eu vou ficando só. Sozinho.
Quando minha boca chega perto da sua, seus olhos vão bem pra longe, tentando levar com eles o seu sentimento. Talvez culpa. Sei como é isso pois eu passo pela mesma coisa quando é comigo, porque de quem eu gosto mesmo é de você, com queixo de neném e tudo.
Talvez eu esteja em um equívoco agudo, e muito provavelmente estou.
Mas esse suspiro que eu dou dá um alívio aqui dentro, sabe?
E o paradoxo é me sentir amargo e doce ao mesmo tempo, quando estou ao seu lado.
Vou tomar o meu remédio e dormir. Boa noite. Boa vida. Eu você. Não consigo dizer. Me deixa, me faz, esquenta a minha mão. Dorme comigo, me dá abrigo. Me dê um tapa, eu não estou com nada. Me acorda pro sonho. Caí.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Feito.
Bem louco isso, mas resolvi escrever aqui bem no trecho "Eu quero a verdade do olhar" da música Eu quero sol nesse jardim - Catedral.
Quanta verdade transbordando desses olhos. Quanta sinceridade. Quanto amor. Quanto afeto. Quanto brilho morando aí dentro, que parece que não acaba.
Hoje eu vi os seus olhos marejarem, e pelos Céus. Induziram duas cordais vocais minhas a se entrançarem e escorrerem pelas paredes da minha faringe. Fez meu coração parecer uma grande peça de manteiga sambando sobre um prato no microondas.
Me senti como uma criança tentando com as próprias mãos devolver o que escorreu do sorvete cascão 3 bolas para o topo do sorvete. Totalmente em vão, e com pioras eminentes.
Tenho medo de machucar a laranja enquanto descasco com a faca.
Às vezes dá insegurança se o meu toque causa aumento do nível de cortizol.
Pode parecer exagero, mas não é melhor pecar pelo excesso de esmero do que pela falta?
Exaltação? Não. Cuidado. Com o que se toma cuidado se pode ter por vidas e mais vidas. Gerações e mais gerações. Com o que e com quem. E é o que eu quero.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A flor branca e roxa se abre, mostrando em segredo a luz
branca fria que ilumina uma atmosfera morna.
Dentro de sua Corola vejo a filha do Universo.
Bochechas que dão vontade de morder, queixo que dá vontade de morder.
Olhar de filha pidona persuadindo o painho. Em contrapartida a pose
de um cisne real equilibra essa menina fedida.
Sobre sua cabeça, uma árvore bem equilibrada. Daquelas majestosas e lindas que estão
há séculos plantadas no mesmo lugar, e que já foi testemunha de cada coisa...
e que abriga um esconderijo sob seus braços. Chamado desejo.
Que em soturno escorrem pelos fios de brisa e levam um aviso ao mundo
de que a maior fonte de risos, amores e paixão ainda remanesce!
Subo as escadas do palácio Czariano, e normalmente meu coração se acelera.
Não sei se pelo exercício físico ou se pelo futuro exercício óptico.
Bato à muralha de madeira, me aprumo o laço de fita azul sobre minha cabeça de papel cintilante, e sorrio.
Um abraço de cima pra baixo. Deixa eu te proteger. Deixa eu te zelar. Vem cá que a mãe vai ver se você chegou bem da escola, se não te machucaram nem nada! Tá com fome? Mamãe da um jeito!
Passo pelo corredor do drive thru do Mc Donalds e chego a uma caixinha almofadada, toda fofa.
Me deito sobre a almofadinha e espero.
Como é bom estar perto.
Me abstenho de palavras, aprecio suas costas como apreciaria o Taj Mahal. Toco, faço carinho.
Mas você diz que o tempo não para, e que eu estou parado, e parando ela.
Eu não quero issoooo. Eu posso viver a minha vida toda como uma pedra no rio que vê todos os peixes nadarem, crescerem e morrerem, pra eu ficar mais sábio e vangloriar o poder do Senhor.
Mas você não!
Vai ser feliz! Nao quero atrapalhar!
Abro um livro e começo a estudar juntamente.
Literatura.
Me senti Ismália querendo a Lua do céu e a Lua do Mar.
O que fazer desse microcosmo?
Três horas de leitura e sorvimento na corrente intelectual vigente em nosso milênio.
Chegou a hora da recompensa. O tchau. Um abraço apertado, demoraaaado. Um cheiro no cangote... um beijo três segundos mais demorado.
Como eu amo esse meu salário.
E a porta se fecha às minhas costas.
E o barulho do trinco troveja que ninguém mais sai e ninguém mais entra.
Olho à minha frente e vejo o labirinto de pedras geladas, o qual eu tanto me chicotiei pra conseguir
chegar ali.
Quarenta e seis degraus. Descendo. Descendo. Descendo.
A mente perdendo o seu fulgor, sua áura, e a porta que leva ao vento gelado.
Mas tudo bem. Posso parecer um romântico idiota apaixonado, mas o que eu estou fazendo é trabalhar para o Âmbar idoso.
Sim, estou trabalhando pra ele. Pois no futuro, com certeza ele falaria: Moleque idiota, fica trancado no quarto, com vergonha! Se ele soubesse que se ele fosse la na porta dela de novo eles se casariam no futuro. Juventude burra.
Então como menino sensato, estou ouvindo a voz da experiência.
Dói. Mas é uma dor de evolução, e espiral àcima meu Pai vai me levando...
e tudo que está em mim que é desse mundo vai sumindo, até um ponto em que nem dê mais pra língua humana depreender o que se acontece aqui dentro. Adeus planeta.
branca fria que ilumina uma atmosfera morna.
Dentro de sua Corola vejo a filha do Universo.
Bochechas que dão vontade de morder, queixo que dá vontade de morder.
Olhar de filha pidona persuadindo o painho. Em contrapartida a pose
de um cisne real equilibra essa menina fedida.
Sobre sua cabeça, uma árvore bem equilibrada. Daquelas majestosas e lindas que estão
há séculos plantadas no mesmo lugar, e que já foi testemunha de cada coisa...
e que abriga um esconderijo sob seus braços. Chamado desejo.
Que em soturno escorrem pelos fios de brisa e levam um aviso ao mundo
de que a maior fonte de risos, amores e paixão ainda remanesce!
Subo as escadas do palácio Czariano, e normalmente meu coração se acelera.
Não sei se pelo exercício físico ou se pelo futuro exercício óptico.
Bato à muralha de madeira, me aprumo o laço de fita azul sobre minha cabeça de papel cintilante, e sorrio.
Um abraço de cima pra baixo. Deixa eu te proteger. Deixa eu te zelar. Vem cá que a mãe vai ver se você chegou bem da escola, se não te machucaram nem nada! Tá com fome? Mamãe da um jeito!
Passo pelo corredor do drive thru do Mc Donalds e chego a uma caixinha almofadada, toda fofa.
Me deito sobre a almofadinha e espero.
Como é bom estar perto.
Me abstenho de palavras, aprecio suas costas como apreciaria o Taj Mahal. Toco, faço carinho.
Mas você diz que o tempo não para, e que eu estou parado, e parando ela.
Eu não quero issoooo. Eu posso viver a minha vida toda como uma pedra no rio que vê todos os peixes nadarem, crescerem e morrerem, pra eu ficar mais sábio e vangloriar o poder do Senhor.
Mas você não!
Vai ser feliz! Nao quero atrapalhar!
Abro um livro e começo a estudar juntamente.
Literatura.
Me senti Ismália querendo a Lua do céu e a Lua do Mar.
O que fazer desse microcosmo?
Três horas de leitura e sorvimento na corrente intelectual vigente em nosso milênio.
Chegou a hora da recompensa. O tchau. Um abraço apertado, demoraaaado. Um cheiro no cangote... um beijo três segundos mais demorado.
Como eu amo esse meu salário.
E a porta se fecha às minhas costas.
E o barulho do trinco troveja que ninguém mais sai e ninguém mais entra.
Olho à minha frente e vejo o labirinto de pedras geladas, o qual eu tanto me chicotiei pra conseguir
chegar ali.
Quarenta e seis degraus. Descendo. Descendo. Descendo.
A mente perdendo o seu fulgor, sua áura, e a porta que leva ao vento gelado.
Mas tudo bem. Posso parecer um romântico idiota apaixonado, mas o que eu estou fazendo é trabalhar para o Âmbar idoso.
Sim, estou trabalhando pra ele. Pois no futuro, com certeza ele falaria: Moleque idiota, fica trancado no quarto, com vergonha! Se ele soubesse que se ele fosse la na porta dela de novo eles se casariam no futuro. Juventude burra.
Então como menino sensato, estou ouvindo a voz da experiência.
Dói. Mas é uma dor de evolução, e espiral àcima meu Pai vai me levando...
e tudo que está em mim que é desse mundo vai sumindo, até um ponto em que nem dê mais pra língua humana depreender o que se acontece aqui dentro. Adeus planeta.
domingo, 14 de março de 2010
Omni ex Uni

Toda e qualquer matéria pode ser convertida em energia, e vice-versa. Provado e comprovado por Albert Einsein com a fórmula final E=MC².
Nós somos um punhadinho de aglomerados de energia, presos a um punhadão de energia junta chamada Terra.
Isaac Newton mostrou à humanidade a apelidada "Lei da Gravidade". Toda LEI é incontestável. Me refiro às leis físicas, e não às políticas.
Pois a gravidade é a demonstração da atração que uma matéria exerce sobre a outra. Estamos fixos na Terra porque ela é grandona, então, exerce muuuuuita força de atração sobre nós pitititicos. Isso vale pra qualquer matéria. Eu sou matéria. Você é matéria. Mas por sermos pititititicos, a atração real estabelecida entre nós, seres humanos, é muito sutil. Porém, existente.
Portanto, estamos todos conectados, por uma força muito sutil, provada fisicamente. Estamos ligados com tudo e todos. Conhecidos e desconhecidos. Ligados com a matéria e com a energia.
Quando você abraça uma árvore, é só ficar em um silêncio profundo, repirar bem devagar que você vai sentir a conexão que existe entre vocês.

Estamos conectados com pobres, pretos, transviados, transloucados, bons, maus, mais ou menos, ricos, ditadores, pedras, nuvens, girassóis e dunas de areia.
Se você não dá muita bola pra isso, lembre-se que só sentimos falta de algo a partir do momento em que não tivermos mais.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Alvorecer.
Um par de calotas árticas azuladas paradoxalmente tão mornas me magnetizam... têm a velocidade equiparável à da rotação da Terra no seu próprio eixo. Olhos azuis que chamaram minha atenção pra uma certa pessoa logo no meu primeiro dia de Unesp.
Antes do trote. Ela desviava muito o olhar em direção ao meu... e eu também. Não se tratava de um flerte. Se tratava de uma conversa. Uma conversa silenciosa com uma hora e meia de duração entre dois estranhos. Fisicamente ao menos.
Ela ofereceu um chiclete a uma garota ao meu lado, e eu bombardeei-a com uma onda vocálica impetuosa.
- Ei, eu quero também!
Pude até ouvir o ruído do ranger dos seus olhos ao olhar-me pela surpresa, de quebrar tudo aquilo. Ela me ofertou a embalagem. Eu disse:
- Mas é o último!
-Não tem problema!
- De jeito nenhum! Não quero roubar seu namorado!
Gracejos à parte, aquela mulher me chamou a atenção. Ela não quis participar do trote e foi direto pra casa. É realmente muito raro manter contato visual desinteressadamente hoje em dia com as pessoas. Comecei a conversar com ela daquele dia em diante, e ela se mostrou uma pessoa com um coração... como posso dizer? Fofo.
Sua voz de menina, jeito de mulher. Canceriana. Pele branquinha... cabelos louros. Extremamente vaidosa. Portava em seu peito um inseparável pingente prateado com pedrinhas minuciosamente cravejadas. Um "t". Taís.
Taís, a mulher que prefere vermelho a alaranjado. Cúmplice. Discreta. Tímida. Preguiçosa.
Um dia resolvi fazer um trabalho de Física com ela. O trabalho quase não saiu porque um esperava o outro tomar iniciativa.
Ela sempre me disse que sempre gostou do meu jeito tranquilo de levar a vida. De não se desesperar com a pressão do cotidiano, e que queria ser assim um dia também. Sempre me senti lisongiado por isso.
Mulher alta, 1,75m. Nunca saiu de casa sem batom nos lábios, por se achar branca demais. E a maioria das vezes a cor do batom condizia com sua cor favorita.Por ironia ou não, o pingente que ela carregava era idêntico ao de minha ex-namorada. E por ironia ou não, meu coração começou a palpitar ligeiramente mais rápido quando era chegada a hora do abraço de "oi" ou de "tchau".
Ela anfitriou um churrasco. Deixou escapar aos meus ouvidos de moleque chato que tinha um piano em casa. Ela não queria, mas eu torrei sua paciência para que me mostrasse e tocasse. Fugimos do fuzuê por 15 minutos que correram como se por 15 horas, pro silêncio de sua sala de estar, pra tocar piano.
Ela proferiu um maroto "O Bife" seguido de risadas de nós dois.
Eu curti muito isso... e ela disse que sua mãe sabia tocar muito bem... e que quando era criança ficava ouvindo sua mãe tocar piano sempre.
Da sala de estar pude ver o seu quarto de relance, metodicamente impecável, devido a uma operação maternal solicitada via celular exatamente 40min antes de chegarmos ao recinto.
Taís sempre foi uma das pessoas que eu mais tive afeição naquela faculdade. Sempre gostou de dar caronas aos vagabundos que moravam do lado da faculdade... e era usual que descêssemos do carro assistir o jogo de quarta-feira regados a uma caipirinha preparada na hora com pinga mesmo.
Um dia ela me ligou enquanto eu estava na sala de espera de um consultório médico. Foi a espera médica mais rápida que já tive na vida.
Taís sempre foi assim. Emocionalmente inteligente. Sensível. Linda. Simples. Me ensinou um código pra quando eu fosse fazer o número 2. Era só dizer que ia colocar os morenos pra nadar.
Já trocamos umas 4 folhas de desenhos e recados durante uma aula chata na faculdade. Rachando de rir de um colega natureba, que fedia e fazia o corredor inteiro sentir.
Já trocamos umas 4 folhas de desenhos e recados durante uma aula chata na faculdade. Rachando de rir de um colega natureba, que fedia e fazia o corredor inteiro sentir.
Com Taís, sempre foi praticamente impossível estar emocionalmente indiferente.
Já ri com ela de besteira. Já fiquei de mãos dadas durante uma palestra entediante, e nesse segurar de mãos senti que ela estava fraca, e triste.
Já saí do meio de um aniversário só pra passar numa pizzaria que ela estava, pra dar um abraço e conversar um pouco.
Devido ao meu afastamento da faculdade permanecemos muito tempo sem nos ver, mas sempre prometíamos programas nunca efetuados.
Sempre imaginei eu já formado na vida... com uns 50 anos encontrando ela na rua do nada, e fazendo um balanço de nossas vidas. Assim como meu pai faz com os amigos dele. Mas esse é um sonho que vou guardar sempre com carinho sob o travesseiro...
E sempre que tiro esse sonho debaixo do travesseiro pra contemplar... vejo uma pessoa sorrindo da cabeça aos pés... que foi embora pra Pasárgada cedo demais.
Que cobriu quem estava ao seu redor de um pólem ságrado com o qual não se consegue mel. Mas se consegue amor. O mesmo amor que submergirá de meu coração toda vez que eu relembrar dela ao contar pra alguém. Ao ver a caneca laranja que trocamos, por ela não gostar de laranja e preferir verde.
Que cobriu quem estava ao seu redor de um pólem ságrado com o qual não se consegue mel. Mas se consegue amor. O mesmo amor que submergirá de meu coração toda vez que eu relembrar dela ao contar pra alguém. Ao ver a caneca laranja que trocamos, por ela não gostar de laranja e preferir verde.Convidei-a pra minha apresentação de teatro inúmeras vezes e ela não pode ir. Talvez Deus estava impedindo uma maior aproximação sentimental. Ele sabe o que faz. Mas minha vida sempre teve e sempre terá uma poltrona vermelha reservada à Taís Castro Moura e Silva. E sei que quando estiver no palco, ela poderá me ver.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Estou meio preocupado comigo mesmo. Não me detenho a uma forma de egocentrismo... mas acho que tenho me preocupado demais pelo que está fora da minha vida.
Por que eu tenho que me preocupar por alguém que não faz mais parte da minha vida?
Isso atormenta, justamente pelo próprio contexto estar um tanto quanto frouxo...
O que será isso? Será uma vontade de expandir? Um desejo inconsciente de ser onipresente?
Ou talvez receio de receber energias negativas, um mau agouro por não ter uma relação harmoniosa com alguém...
Não sei porque, nem o que é, mas sei que enxe o saco, dá uma sensação estranha na barriga, o trapézio se contrai, e sinto como se os neurônios estivessem em uma trincheira, uns contra os outros! Por que esse desejo?
Daí caímos no desejo profetizado por Siddharta Gautama, iluminado oriental.
A erva daninha da humanidade é o desejo. Desejo do bem-estar, desejo da luxúria, desejo da fama, desejo de comer.
Daí não se pode confundir com SONHO. Sonhos são saciáveis, desejos não. Desejo sempre sofre mitose. Sonho não.
Eu tento encarar esse desejo, mesmo. Sei que quando os desejos são mantidos sob rédeas curtas, tudo fica bem...
Acho que preciso voltar o centro pra dentro de mim. Concentrar, atentar pra dentro, sempre dentro...
Por que eu tenho que me preocupar por alguém que não faz mais parte da minha vida?
Isso atormenta, justamente pelo próprio contexto estar um tanto quanto frouxo...
O que será isso? Será uma vontade de expandir? Um desejo inconsciente de ser onipresente?
Ou talvez receio de receber energias negativas, um mau agouro por não ter uma relação harmoniosa com alguém...
Não sei porque, nem o que é, mas sei que enxe o saco, dá uma sensação estranha na barriga, o trapézio se contrai, e sinto como se os neurônios estivessem em uma trincheira, uns contra os outros! Por que esse desejo?
Daí caímos no desejo profetizado por Siddharta Gautama, iluminado oriental.
A erva daninha da humanidade é o desejo. Desejo do bem-estar, desejo da luxúria, desejo da fama, desejo de comer.
Daí não se pode confundir com SONHO. Sonhos são saciáveis, desejos não. Desejo sempre sofre mitose. Sonho não.
Eu tento encarar esse desejo, mesmo. Sei que quando os desejos são mantidos sob rédeas curtas, tudo fica bem...
Acho que preciso voltar o centro pra dentro de mim. Concentrar, atentar pra dentro, sempre dentro...
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