Bem louco isso, mas resolvi escrever aqui bem no trecho "Eu quero a verdade do olhar" da música Eu quero sol nesse jardim - Catedral.
Quanta verdade transbordando desses olhos. Quanta sinceridade. Quanto amor. Quanto afeto. Quanto brilho morando aí dentro, que parece que não acaba.
E é incrível o poder de persuasão cordiano que os mesmos têm.
Hoje eu vi os seus olhos marejarem, e pelos Céus. Induziram duas cordais vocais minhas a se entrançarem e escorrerem pelas paredes da minha faringe. Fez meu coração parecer uma grande peça de manteiga sambando sobre um prato no microondas.
Me senti como uma criança tentando com as próprias mãos devolver o que escorreu do sorvete cascão 3 bolas para o topo do sorvete. Totalmente em vão, e com pioras eminentes.
Tenho medo de machucar a laranja enquanto descasco com a faca.
Às vezes dá insegurança se o meu toque causa aumento do nível de cortizol.
Pode parecer exagero, mas não é melhor pecar pelo excesso de esmero do que pela falta?
Exaltação? Não. Cuidado. Com o que se toma cuidado se pode ter por vidas e mais vidas. Gerações e mais gerações. Com o que e com quem. E é o que eu quero.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Laranja.
Há algumas horas, movido por uma culpa devido ao meu assíduo ócio, resolvi malhar.
Tenho dó de gastar grana com academia, e como aqui tem uns aparelhos de musculação, resolvi me virar com o que dava. Malhar bíceps e peito, a princípio.
Fiquei surpreso de como eu realmente mudei de anos pra cá, pois no meu ápice do ócio levantei tranquilamente a mesma quantidade de peso que eu levantava no meu apogeu halterofílico, há uns 4 anos.
Malhei até meus braços ficarem duros, sem movimento, e lembrei da dor que é de desenferrujar. Enfim, não é esse o ponto que eu quero me ater.
Além disso, hoje eu não comi bem. Nada bem. Minhas necessidades diárias de proteínas, carboidratos e vitaminas x devem ter chegado à metade, suando.
Então eu não estava afim de comer porcaria, e estava com sede. Solução? Uma laranja!
Usei a lendária técnica fácil de comer laranja sem precisar descascar pois sempre fui um desastre nisso. Cortei-a em quatro partes iguais, com os meridianos passando pelo umbigo da laranja.
Então se pega a vítima frutífera pelas duas pontas da casca, se puxa com os dentes e voilá. Eis o seu pedaço de laranja descascado sem nenhum esforço, sem brigar com a faca, e sem se frustar ao perceber que se machucou a laranja.
Se o processo for perfeito, você não terá problemas aluns. Mas se acontecer algum imprevisto, como a casca rasgar, ou algo do tipo, você se sujará um pouco como eu.
Minha aplicação na técnica não foi satisfatória. O que eu tive de fazer? Devorar a poupa da laranja na casca feito um animal.
E eu mordia, e escorria o suco alaranjado pelas minhas mãos. Era bom. Lembrei da minha infância comendo manga e percebi que se trata de um prazer múltiplo, não só de satisfazer o paladar, mas tambem o tato, o olfato.
E não me senti irritado pelo fiapos de laranja que ficavam presos dentre os dentes da frente, coisa que eu sempre tive repugnância.
E ignorei o ritual de se cuspir a semente inteira. Por que se tem de cuspir? Mordi, dilacerei, triturei, engoli, debulhei a laranja por completo.
Senti um prazer de criança que rola descalça na terra, de formiga que cai em açucareiro. Deixei uma poça alaranjada sobre a pia. Fiz o mesmo com mais três laranjas seguidas. Eu já não queria comê-las sem me sujar.
Me lembrei na hora da música Cio da Terra - Milton Nascimento, mais especificamente do trecho
"Roubar da cana a doçura do mel. Se lambuzar de mel." e "Forjar do trigo o milagre do pão. E se fartar do pão."
A fartura, o lambuzo não está na quantidade massiva do objeto. Mas na forma como você lida com ele.
Se eu tivesse comido 50 gomos de laranjas impecáveis, e 50 pães, eu não me sentiria farto, tão pouco lambuzado. Me sentiria cheio, somente. Cheio, como um tanque de gasolina. Somente cheio, empanturrado.
E é dessa maneira que eu gosto de viver a vida. Com fartura e lambuzado, e não cheio ou empanturrado. Me lambuzar de pessoas, ter fartura de amor. Me lambuzar com a arte, ter fartura de conhecimento.
E não cheio de pessoas, empanturrado de amor, cheio de arte ou empanturrado com conhecimento.
E qual a espessura da barreira que te separa disso? Por que não fazer? O preço que eu tive de pagar foi me dirigir ao lavabo e lavar as mãos e o rosto. Menos de um minuto. Ah sim, e o preço de três laranjas, que não sei quanto custam. Prazer barato não? Experimentei a tese de que os melhores prazeres da vida são gratuitos.
Me lembrei de um churrasco que uma amiga pediu pra eu colocar mais carvão na churrasqueira, e eu coloquei um papel na mão pra não empretejar as mãos e os dedos.
Ela me chamou de bicha, tacou a mão no saco de carvão e pôs ela mesmo o carvão na churrasqueira. Tive vergonha. Hoje eu enfio a cara na laranja, e tenho orgulho disso.
Tenho dó de gastar grana com academia, e como aqui tem uns aparelhos de musculação, resolvi me virar com o que dava. Malhar bíceps e peito, a princípio.
Fiquei surpreso de como eu realmente mudei de anos pra cá, pois no meu ápice do ócio levantei tranquilamente a mesma quantidade de peso que eu levantava no meu apogeu halterofílico, há uns 4 anos.
Malhei até meus braços ficarem duros, sem movimento, e lembrei da dor que é de desenferrujar. Enfim, não é esse o ponto que eu quero me ater.
Além disso, hoje eu não comi bem. Nada bem. Minhas necessidades diárias de proteínas, carboidratos e vitaminas x devem ter chegado à metade, suando.
Então eu não estava afim de comer porcaria, e estava com sede. Solução? Uma laranja!
Usei a lendária técnica fácil de comer laranja sem precisar descascar pois sempre fui um desastre nisso. Cortei-a em quatro partes iguais, com os meridianos passando pelo umbigo da laranja.
Então se pega a vítima frutífera pelas duas pontas da casca, se puxa com os dentes e voilá. Eis o seu pedaço de laranja descascado sem nenhum esforço, sem brigar com a faca, e sem se frustar ao perceber que se machucou a laranja.
Se o processo for perfeito, você não terá problemas aluns. Mas se acontecer algum imprevisto, como a casca rasgar, ou algo do tipo, você se sujará um pouco como eu.
Minha aplicação na técnica não foi satisfatória. O que eu tive de fazer? Devorar a poupa da laranja na casca feito um animal.
E eu mordia, e escorria o suco alaranjado pelas minhas mãos. Era bom. Lembrei da minha infância comendo manga e percebi que se trata de um prazer múltiplo, não só de satisfazer o paladar, mas tambem o tato, o olfato.
E não me senti irritado pelo fiapos de laranja que ficavam presos dentre os dentes da frente, coisa que eu sempre tive repugnância.
E ignorei o ritual de se cuspir a semente inteira. Por que se tem de cuspir? Mordi, dilacerei, triturei, engoli, debulhei a laranja por completo.
Senti um prazer de criança que rola descalça na terra, de formiga que cai em açucareiro. Deixei uma poça alaranjada sobre a pia. Fiz o mesmo com mais três laranjas seguidas. Eu já não queria comê-las sem me sujar.
Me lembrei na hora da música Cio da Terra - Milton Nascimento, mais especificamente do trecho
"Roubar da cana a doçura do mel. Se lambuzar de mel." e "Forjar do trigo o milagre do pão. E se fartar do pão."
A fartura, o lambuzo não está na quantidade massiva do objeto. Mas na forma como você lida com ele.
Se eu tivesse comido 50 gomos de laranjas impecáveis, e 50 pães, eu não me sentiria farto, tão pouco lambuzado. Me sentiria cheio, somente. Cheio, como um tanque de gasolina. Somente cheio, empanturrado.
E é dessa maneira que eu gosto de viver a vida. Com fartura e lambuzado, e não cheio ou empanturrado. Me lambuzar de pessoas, ter fartura de amor. Me lambuzar com a arte, ter fartura de conhecimento.
E não cheio de pessoas, empanturrado de amor, cheio de arte ou empanturrado com conhecimento.
E qual a espessura da barreira que te separa disso? Por que não fazer? O preço que eu tive de pagar foi me dirigir ao lavabo e lavar as mãos e o rosto. Menos de um minuto. Ah sim, e o preço de três laranjas, que não sei quanto custam. Prazer barato não? Experimentei a tese de que os melhores prazeres da vida são gratuitos.
Me lembrei de um churrasco que uma amiga pediu pra eu colocar mais carvão na churrasqueira, e eu coloquei um papel na mão pra não empretejar as mãos e os dedos.
Ela me chamou de bicha, tacou a mão no saco de carvão e pôs ela mesmo o carvão na churrasqueira. Tive vergonha. Hoje eu enfio a cara na laranja, e tenho orgulho disso.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Lavar'alma...
E no mesmo dia, tem de vir o equilíbrio.
Vou resgatar uma experiência minha há aproximadamente 13 anos... Meu primeiro banho de chuva!!
Eu tinha 6 anos, estava em meu primeiro ano na escola.
Pra mim a chuva machucava. Fazia mal. Matava. Afinal, qualquer coisa relacionada à chuva minha mãe sufocava.
-Não pode tomar chuva! Vai ficar doente!
-Vai pegar uma pneumonia!
-Tá chovendo, não pode sair pra brincar!
-Não pode passear com o cachorro, tá chovendo!
Então, eu tinha medo da chuva. Evitava cada pinguinho. Até que um dia, como sempre eu estava esperando minha mãe chegar pra me buscar na escola. Eu sempre era o último aluno a ir embora porquê minha mãe era a última que chegava pra me buscar.
E então aconteceu o que ia acontecer um dia de um jeito ou outro.
Começou a chover, e eu sem guarda-chuva do Mickey nem nada.
Tomei uma rajada de chuva no peito, e fui atingido na pequena cabeça também, enquanto eu volvia para a trincheira.
Esperei pela dor física. Claro, a qualquer momento ela iria me assaltar. Esperei, com uma careta.
E nada. Ei, minha mãe me enganou?
Expus meu braço à outra rajada. Me molhei. Entrei debaixo daquele chuveiro molhado. Caramba, como é bom!!!! Por que as pessoas fogem disso?! Pra que existem guarda-chuvas?! Pra que existem chuveiros?!
E saí correndo, sentindo aquela sensação completamente nova, debaixo da chuva.
E enfiava o pé na poça, jogava a água, chutava a poça. Fiz a maior zona. Os dois pés ensopados, cada meia pesando 2 quilos, coisa que não suporto hoje em dia!
Me senti o próprio Gene Kelly em Singing in the Rain, mas me divertindo muito mais!
Mais legal do que piscina. Vi uma caixa de fósforos cinza estacionar defronte à escola.
Saí correndo com um sorrisão na cara pra contar a novidade pra mãe. Dizer que ao contrário do que ela ensinava, a chuva não faz mal. Não machuca.
Vi uma cara de desespero dela.
-MENINO!!! QUE QUE É ISSO??
Fui abduzido pra dentro do carro, ouvindo xingo dela, mas feliz.
Cheguei em casa, tomei banho contra a minha vontade, pois disse que já estava limpo por causa da chuva.
Fiquei sequinho, cheirosinho. Acabou meu expediente de Indiana Jones. Voltei a ser o netinho da vovó, tomei meu caneco de leite com nescau e fui jogar video game.
Vou resgatar uma experiência minha há aproximadamente 13 anos... Meu primeiro banho de chuva!!
Eu tinha 6 anos, estava em meu primeiro ano na escola.
Pra mim a chuva machucava. Fazia mal. Matava. Afinal, qualquer coisa relacionada à chuva minha mãe sufocava.

-Não pode tomar chuva! Vai ficar doente!
-Vai pegar uma pneumonia!
-Tá chovendo, não pode sair pra brincar!
-Não pode passear com o cachorro, tá chovendo!
Então, eu tinha medo da chuva. Evitava cada pinguinho. Até que um dia, como sempre eu estava esperando minha mãe chegar pra me buscar na escola. Eu sempre era o último aluno a ir embora porquê minha mãe era a última que chegava pra me buscar.
E então aconteceu o que ia acontecer um dia de um jeito ou outro.
Começou a chover, e eu sem guarda-chuva do Mickey nem nada.
Tomei uma rajada de chuva no peito, e fui atingido na pequena cabeça também, enquanto eu volvia para a trincheira.
Esperei pela dor física. Claro, a qualquer momento ela iria me assaltar. Esperei, com uma careta.
E nada. Ei, minha mãe me enganou?
Expus meu braço à outra rajada. Me molhei. Entrei debaixo daquele chuveiro molhado. Caramba, como é bom!!!! Por que as pessoas fogem disso?! Pra que existem guarda-chuvas?! Pra que existem chuveiros?!
E saí correndo, sentindo aquela sensação completamente nova, debaixo da chuva.
E enfiava o pé na poça, jogava a água, chutava a poça. Fiz a maior zona. Os dois pés ensopados, cada meia pesando 2 quilos, coisa que não suporto hoje em dia!
Me senti o próprio Gene Kelly em Singing in the Rain, mas me divertindo muito mais!
Mais legal do que piscina. Vi uma caixa de fósforos cinza estacionar defronte à escola.
Saí correndo com um sorrisão na cara pra contar a novidade pra mãe. Dizer que ao contrário do que ela ensinava, a chuva não faz mal. Não machuca.
Vi uma cara de desespero dela.
-MENINO!!! QUE QUE É ISSO??
Fui abduzido pra dentro do carro, ouvindo xingo dela, mas feliz.
Cheguei em casa, tomei banho contra a minha vontade, pois disse que já estava limpo por causa da chuva.
Fiquei sequinho, cheirosinho. Acabou meu expediente de Indiana Jones. Voltei a ser o netinho da vovó, tomei meu caneco de leite com nescau e fui jogar video game.
Ser vivo.
Eu jurei pra mim mesmo que meu próximo post seria feliz. Tentei mas não deu, sinto muito!
Eu estou com coisas alegres pra escrever, mas outros fatos furaram a fila da U.T.I.
Eu tenho um boxer, o Thor, 9
anos de idade. Vulgo negão, ou preto, ou pêto, ou feioso...
Minha mãe me disse há alguns minutos que ele está com leishmaniose. E que teve de enxer o saco dos fiscais da saúde pra eles fazerem um segundo exame pra confirmar, ou eles já teriam o levado pra sacrificar.
Eu estou muito, muito triste, com um nódulo na garganta.
Comigo desde os 10 anos de idade, eu ensinei ele e aprendi com ele. Aprendemos juntos. Eu aprendi a adestrar cachorros, e ele a obedecer, dar a pata esquerda, a direita, deitar, fingir de morto, cumprimentar.
Eu ensinei ele a não brigar com os outros cachorros na rua.
Ele me ensinou que quando eu brigar com os outros humanos na rua, ele ainda ia me receber em casa com um cotoco que mexe de um lado pro outro.
Ensinei a ele que a mãe fica brava se ele entrar dentro de casa.
Ele me ensinou que se eu quiser dormir no quintal, sentado no chão, ele sairía do conforto do cobertor dele pra ficar deitado do meu lado ao relento.
Eu ensinei pra ele que não se pode pular na minha avó porque ela não aguenta.
Ele me ensinou que tem sentimentos também. Que é um ser vivente, filho de Deus.
Há quase três meses atrás perdi minha cachorra, Paçoca de 18 anos. Atropelada pela minha mãe, quando foi por o carro pra dentro. Mas da paçoca eu falo outro dia. Mas o Thor ficou uma semana triste. Procurava a Paçoca sob a roda que tinha passado sobre a cabeça dela. Procurava ela no banheiro. Chorava. Começou a se comportar como ele se comportava quando era filhote. Passou a me acordar pelas manhãs na cama. Queria colo. Quase invadia o carro pra ver se a gente não estava com ela escondida quando a gente chegava.
E é exatamente assim que eu vou ficar se o exame de confirmação der positivo e ele ter de ser sacrificado. Mas como eu tenho uma memória humana, será por muito mais de uma semana. Muito mais.
Eu estou com coisas alegres pra escrever, mas outros fatos furaram a fila da U.T.I.
Eu tenho um boxer, o Thor, 9
anos de idade. Vulgo negão, ou preto, ou pêto, ou feioso...Minha mãe me disse há alguns minutos que ele está com leishmaniose. E que teve de enxer o saco dos fiscais da saúde pra eles fazerem um segundo exame pra confirmar, ou eles já teriam o levado pra sacrificar.
Eu estou muito, muito triste, com um nódulo na garganta.
Comigo desde os 10 anos de idade, eu ensinei ele e aprendi com ele. Aprendemos juntos. Eu aprendi a adestrar cachorros, e ele a obedecer, dar a pata esquerda, a direita, deitar, fingir de morto, cumprimentar.
Eu ensinei ele a não brigar com os outros cachorros na rua.
Ele me ensinou que quando eu brigar com os outros humanos na rua, ele ainda ia me receber em casa com um cotoco que mexe de um lado pro outro.
Ensinei a ele que a mãe fica brava se ele entrar dentro de casa.
Ele me ensinou que se eu quiser dormir no quintal, sentado no chão, ele sairía do conforto do cobertor dele pra ficar deitado do meu lado ao relento.
Eu ensinei pra ele que não se pode pular na minha avó porque ela não aguenta.
Ele me ensinou que tem sentimentos também. Que é um ser vivente, filho de Deus.
Há quase três meses atrás perdi minha cachorra, Paçoca de 18 anos. Atropelada pela minha mãe, quando foi por o carro pra dentro. Mas da paçoca eu falo outro dia. Mas o Thor ficou uma semana triste. Procurava a Paçoca sob a roda que tinha passado sobre a cabeça dela. Procurava ela no banheiro. Chorava. Começou a se comportar como ele se comportava quando era filhote. Passou a me acordar pelas manhãs na cama. Queria colo. Quase invadia o carro pra ver se a gente não estava com ela escondida quando a gente chegava.
E é exatamente assim que eu vou ficar se o exame de confirmação der positivo e ele ter de ser sacrificado. Mas como eu tenho uma memória humana, será por muito mais de uma semana. Muito mais.
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