Eu jurei pra mim mesmo que meu próximo post seria feliz. Tentei mas não deu, sinto muito!
Eu estou com coisas alegres pra escrever, mas outros fatos furaram a fila da U.T.I.
Eu tenho um boxer, o Thor, 9
anos de idade. Vulgo negão, ou preto, ou pêto, ou feioso...
Minha mãe me disse há alguns minutos que ele está com leishmaniose. E que teve de enxer o saco dos fiscais da saúde pra eles fazerem um segundo exame pra confirmar, ou eles já teriam o levado pra sacrificar.
Eu estou muito, muito triste, com um nódulo na garganta.
Comigo desde os 10 anos de idade, eu ensinei ele e aprendi com ele. Aprendemos juntos. Eu aprendi a adestrar cachorros, e ele a obedecer, dar a pata esquerda, a direita, deitar, fingir de morto, cumprimentar.
Eu ensinei ele a não brigar com os outros cachorros na rua.
Ele me ensinou que quando eu brigar com os outros humanos na rua, ele ainda ia me receber em casa com um cotoco que mexe de um lado pro outro.
Ensinei a ele que a mãe fica brava se ele entrar dentro de casa.
Ele me ensinou que se eu quiser dormir no quintal, sentado no chão, ele sairía do conforto do cobertor dele pra ficar deitado do meu lado ao relento.
Eu ensinei pra ele que não se pode pular na minha avó porque ela não aguenta.
Ele me ensinou que tem sentimentos também. Que é um ser vivente, filho de Deus.
Há quase três meses atrás perdi minha cachorra, Paçoca de 18 anos. Atropelada pela minha mãe, quando foi por o carro pra dentro. Mas da paçoca eu falo outro dia. Mas o Thor ficou uma semana triste. Procurava a Paçoca sob a roda que tinha passado sobre a cabeça dela. Procurava ela no banheiro. Chorava. Começou a se comportar como ele se comportava quando era filhote. Passou a me acordar pelas manhãs na cama. Queria colo. Quase invadia o carro pra ver se a gente não estava com ela escondida quando a gente chegava.
E é exatamente assim que eu vou ficar se o exame de confirmação der positivo e ele ter de ser sacrificado. Mas como eu tenho uma memória humana, será por muito mais de uma semana. Muito mais.
Eu estou com coisas alegres pra escrever, mas outros fatos furaram a fila da U.T.I.
Eu tenho um boxer, o Thor, 9
anos de idade. Vulgo negão, ou preto, ou pêto, ou feioso...Minha mãe me disse há alguns minutos que ele está com leishmaniose. E que teve de enxer o saco dos fiscais da saúde pra eles fazerem um segundo exame pra confirmar, ou eles já teriam o levado pra sacrificar.
Eu estou muito, muito triste, com um nódulo na garganta.
Comigo desde os 10 anos de idade, eu ensinei ele e aprendi com ele. Aprendemos juntos. Eu aprendi a adestrar cachorros, e ele a obedecer, dar a pata esquerda, a direita, deitar, fingir de morto, cumprimentar.
Eu ensinei ele a não brigar com os outros cachorros na rua.
Ele me ensinou que quando eu brigar com os outros humanos na rua, ele ainda ia me receber em casa com um cotoco que mexe de um lado pro outro.
Ensinei a ele que a mãe fica brava se ele entrar dentro de casa.
Ele me ensinou que se eu quiser dormir no quintal, sentado no chão, ele sairía do conforto do cobertor dele pra ficar deitado do meu lado ao relento.
Eu ensinei pra ele que não se pode pular na minha avó porque ela não aguenta.
Ele me ensinou que tem sentimentos também. Que é um ser vivente, filho de Deus.
Há quase três meses atrás perdi minha cachorra, Paçoca de 18 anos. Atropelada pela minha mãe, quando foi por o carro pra dentro. Mas da paçoca eu falo outro dia. Mas o Thor ficou uma semana triste. Procurava a Paçoca sob a roda que tinha passado sobre a cabeça dela. Procurava ela no banheiro. Chorava. Começou a se comportar como ele se comportava quando era filhote. Passou a me acordar pelas manhãs na cama. Queria colo. Quase invadia o carro pra ver se a gente não estava com ela escondida quando a gente chegava.
E é exatamente assim que eu vou ficar se o exame de confirmação der positivo e ele ter de ser sacrificado. Mas como eu tenho uma memória humana, será por muito mais de uma semana. Muito mais.
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