sábado, 14 de novembro de 2009

Sonharia

Ontem eu sonhei.

Sonhei que estava voltando pra casa. No caminho liguei pra minha amiga e exigi que saíssemos juntos. Passei em sua casa para buscá-la. Ela não ficava pronta, nunca.
Fui pra um restaurante cuja iluminação inebriava o ambiente à meia-luz.
Te encontrei lá. Te abracei lá. Oceanei lá. Tive medo lá. Tive desejo lá. Tive amor lá.
Te respeitei, pelo meu medo, pelo meu amor. Você me beijou. Eu estremeci. Como se alguém me empinasse feito pipa, e eu abraçasse uma nuvem gordinha e molhada, branquinha que pairasse.
Nosso beijo não combinou, embora eu me esforçasse pra que combinasse.
Nos tacaram objetos, houve burburinho. Te chamei pra ir pra longe. Você quis. Eu acordei transpirando, mas não pelo edredom.

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A excentricidade cósmica do alasão humanóide, que ostenta galopes indetermináveis planeta adentro e afora.